Dom Odilo e o Vaticano


A não reeleição de Dom Odilo Scherer para a presidência do regional Sul 1 da CNBB na última quarta-feira (10) foi entendida por pessoas próximas à cúria como uma contínua perda de prestígio do cardeal nos bastidores da Igreja.

O homem que quase se tornou papa em 2013 mostrou não estar bem cotado na nova linha da Santa Sé quando foi retirado no começo do ano seguinte de comissão do Banco do Vaticano, ainda em meio aos protestos de fiéis pela troca inesperada de padres em paróquias da Região Ipiranga.

Dom Odilo, mesmo não tendo retirado o seu nome de nenhuma das votações para a presidência de comissões episcopais da conferência dos bispos, não foi eleito para nenhuma delas na assembleia de abril.

A disposição de defender a Reforma Política no país e a recente declaração conciliadora sobre transsexual na Parada LGBT foram interpretadas como tentativas de se aproximar do Papa Francisco, mesmo que isso lhe renda pesados ataques de conservadores no país.

Um interlocutor afirma que o que foi visto como uma simples viagem a Roma no mês passado, na verdade consistiu em tarefa realizada por Dom Odilo sob "ordens superiores".

O cardeal teria ido levar ao papa testemunhos colhidos contra Dom Tomé, antigo bispo auxiliar da Região Ipiranga.

O hoje bispo de São José do Rio Preto (SP) já foi alvo de abaixo-assinado da população local pelo seu afastamento e de boatos não comprovados sobre a sua vida privada.

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